Anápolis terá coleta gratuita de DNA para localizar desaparecidos

28/08/2026

Coleta de material genético para exame de DNA

Familiares de pessoas desaparecidas poderão fazer gratuitamente a coleta de DNA em Anápolis nesta semana. A iniciativa busca ampliar as chances de identificação e ajudar famílias que ainda procuram respostas sobre o paradeiro de parentes.

Além de Anápolis, outros 22 municípios goianos terão pontos de atendimento. A mobilização começou na segunda-feira (24) e segue até sexta-feira (28). Em todo o Brasil, a campanha reúne 342 postos de coleta.

Em Goiás, a ação conta com apoio do Ministério Público de Goiás (MPGO) e do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID).

Como funciona a coleta de DNA

O procedimento é simples, rápido e indolor. Durante o atendimento, um profissional passa um suabe, semelhante a um cotonete, na parte interna da bochecha do familiar.

Depois, o material segue para um laboratório de genética forense. No local, especialistas extraem o perfil genético e, em seguida, inserem os dados nos bancos oficiais, incluindo o Banco Nacional de Perfis Genéticos.

A partir disso, os sistemas permitem comparar o DNA dos familiares com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas que ainda não tiveram a identidade confirmada.

Dessa forma, uma possível compatibilidade genética pode ajudar na identificação de uma pessoa desaparecida.

Quem pode fornecer o material

A orientação prioriza familiares de primeiro grau. Portanto, pai ou mãe biológicos, filhos biológicos e irmãos que tenham o mesmo pai e a mesma mãe aparecem entre os principais parentes indicados para a coleta.

Além disso, quando possível, a recomendação é que pelo menos dois familiares forneçam amostras. Entretanto, cada situação pode exigir uma avaliação específica.

Crianças também podem participar. Nesse caso, porém, precisam estar acompanhadas pelo responsável legal.

O que levar para fazer a coleta

O familiar deve apresentar um documento de identificação e informações relacionadas ao Boletim de Ocorrência do desaparecimento.

Entre os dados importantes estão o número do registro, o estado onde a família registrou a ocorrência e a delegacia responsável pelo caso.

Quem ainda não registrou o desaparecimento deve procurar uma delegacia antes do procedimento. Por outro lado, quem já forneceu material genético anteriormente em um ponto oficial de perícia, em regra, não precisa repetir a coleta.

Além disso, não existe limite de tempo relacionado ao desaparecimento. Assim, famílias que procuram parentes há vários anos também podem fornecer o DNA.

O que acontece após a coleta

Depois da análise, os profissionais cadastram o perfil genético nos bancos oficiais. A partir daí, o sistema realiza comparações com outros perfis disponíveis.

Caso os peritos encontrem uma correspondência e confirmem a identificação, eles elaboram um laudo e comunicam os órgãos responsáveis pela investigação. Posteriormente, a família recebe as informações sobre o resultado.

Segundo as orientações da campanha, o material genético tem finalidade específica de auxiliar na busca e identificação de pessoas desaparecidas.

Anápolis e outras 22 cidades terão atendimento

Além de Anápolis, a mobilização ocorre em Águas Lindas, Aparecida de Goiânia, Caldas Novas, Campos Belos, Catalão, Ceres, Formosa, Goianésia, Goiás, Goiânia, Iporá, Itumbiara, Jataí, Luziânia, Mineiros, Morrinhos, Porangatu, Posse, Quirinópolis, Rio Verde, São Luís de Montes Belos e Uruaçu.

Embora a mobilização nacional termine na sexta-feira (28), familiares também podem procurar unidades da Polícia Técnico-Científica ao longo do ano para realizar a coleta de material genético.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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