Município definiu mais de 5 mil pontos para implantação da tecnologia, que deve chegar inicialmente a 46 bairros
Anápolis avançou na preparação para utilizar uma nova estratégia de combate à dengue, zika e chikungunya. O município concluiu o mapeamento de mais de 5 mil pontos que deverão receber recipientes com ovos de Aedes aegypti portadores da bactéria Wolbachia.
Esses mosquitos, chamados de Wolbitos, apresentam menor capacidade de transmitir os vírus responsáveis pelas três doenças. Além disso, a estratégia busca fazer com que a bactéria se estabeleça gradualmente na população local de Aedes aegypti.
Inicialmente, o projeto deve alcançar 46 bairros de Anápolis. A iniciativa ocorre em parceria com o Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Monitoramento antecede chegada dos Wolbitos
Com o mapeamento concluído, as equipes avançam para outra etapa de preparação. Agora, o trabalho inclui a instalação de ovitrampas em diferentes áreas da cidade.
Essas armadilhas permitem acompanhar a presença e a quantidade de Aedes aegypti. Dessa forma, as equipes conseguem observar a população do mosquito antes e durante a implantação do método.
Ao mesmo tempo, profissionais envolvidos no projeto continuam orientando moradores e esclarecendo dúvidas sobre a tecnologia.
Além disso, Anápolis deve ganhar ainda neste mês uma Base de Apoio do Método Wolbachia. A estrutura dará suporte às diferentes etapas do projeto na cidade.
Como funciona o Método Wolbachia?
Ao contrário do que algumas pessoas podem imaginar, a estratégia prevista para Anápolis não envolve simplesmente liberar mosquitos adultos pelas ruas.
Em vez disso, as equipes instalarão recipientes com ovos de Aedes aegypti que carregam a Wolbachia em locais previamente escolhidos. Depois, os mosquitos eclodem naturalmente e seguem o ciclo de desenvolvimento.
Na sequência, esses mosquitos se reproduzem com a população de Aedes aegypti já existente na cidade. Assim, a Wolbachia passa para novas gerações.
Com o aumento da presença da bactéria entre os mosquitos, diminui a capacidade de transmissão dos vírus da dengue, zika e chikungunya.
Método não substitui cuidados contra dengue
Apesar da implantação da nova tecnologia, as medidas tradicionais de prevenção continuam necessárias. Portanto, moradores ainda precisam eliminar recipientes com água parada e possíveis criadouros do Aedes aegypti.
Da mesma forma, o município continuará com visitas domiciliares, monitoramento e orientações à população.
Por enquanto, Anápolis ainda passa pelas etapas preparatórias. Após a definição dos mais de 5 mil pontos, o município avança agora nos procedimentos necessários para começar a instalação dos recipientes com ovos dos Wolbitos nos bairros contemplados.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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