Além da baixa ingestão de água, excesso de sódio, oxalato e proteínas pode favorecer a formação de cálculos renais
Você já bebeu água hoje? Manter o corpo hidratado é uma das principais medidas para reduzir o risco de desenvolver pedras nos rins. No entanto, a quantidade de líquidos não é o único fator que merece atenção.
A alimentação também pode influenciar a formação dos cálculos renais. Alguns alimentos concentram substâncias como oxalato, sódio ou purinas e, quando consumidos em excesso, podem aumentar o risco principalmente entre pessoas que já tiveram pedras nos rins.
Os cálculos se formam quando determinadas substâncias presentes na urina ficam muito concentradas e começam a se cristalizar. Por isso, além da hidratação, controlar alguns componentes da dieta pode ajudar na prevenção.
Veja 8 alimentos que merecem atenção
1. Espinafre
O espinafre apresenta uma quantidade elevada de oxalato, substância que pode se ligar ao cálcio e favorecer a formação de cristais nos rins.
Por esse motivo, pessoas com histórico de cálculos de oxalato de cálcio podem precisar controlar o consumo. Outras folhas com alto teor de oxalato também merecem atenção.
2. Beterraba
A beterraba também concentra oxalato. Dessa forma, o consumo frequente e em grandes quantidades pode contribuir para a formação de cálculos em pessoas predispostas.
Entretanto, isso não significa que seja necessário retirar o alimento da dieta. A quantidade consumida e o tipo de cálculo renal fazem diferença na orientação alimentar.
3. Castanhas, amêndoas e outros frutos secos
Amêndoas, castanhas, nozes e amendoim podem apresentar níveis elevados de oxalato. Assim, o consumo exagerado pode aumentar a quantidade dessa substância disponível para formar cristais na urina.
Por outro lado, esses alimentos também fornecem nutrientes importantes. Por isso, a restrição deve considerar as necessidades de cada pessoa.
4. Chocolate
O chocolate também contém oxalato e, por isso, entra na lista de alimentos que merecem atenção para quem apresenta tendência a determinados tipos de cálculo renal.
Além disso, produtos à base de chocolate podem apresentar grandes quantidades de açúcar. Portanto, o consumo moderado também contribui para uma alimentação mais equilibrada.
5. Carne vermelha
O excesso de proteínas de origem animal pode aumentar a produção de ácido úrico pelo organismo. Consequentemente, o consumo elevado de carne vermelha pode favorecer a formação de cálculos em pessoas predispostas a pedras relacionadas ao ácido úrico.
Por isso, equilibrar o consumo de proteínas e variar as fontes alimentares pode ser uma estratégia importante.
6. Embutidos
Presunto, salame, linguiça, salsicha e outros embutidos costumam apresentar grandes quantidades de sódio.
O excesso de sódio aumenta a eliminação de cálcio pela urina. Como resultado, pode favorecer a formação de determinados tipos de cálculos renais.
Além disso, os embutidos fazem parte do grupo de alimentos ultraprocessados e, por isso, o consumo frequente merece atenção.
7. Sal em excesso
O excesso de sal também pode aumentar a quantidade de cálcio eliminada pela urina. Dessa maneira, reduzir o consumo de sódio pode ajudar a diminuir um dos fatores relacionados à formação das pedras.
Por isso, além de evitar o uso exagerado do saleiro, vale observar os rótulos dos alimentos industrializados, que podem concentrar grandes quantidades de sódio.
8. Bebidas açucaradas
Refrigerantes e outras bebidas com grande quantidade de açúcar também merecem atenção. A frutose, presente em diversas bebidas e produtos industrializados, pode interferir em processos metabólicos relacionados à formação de cálculos.
Além disso, substituir essas bebidas por água ajuda a aumentar a ingestão de líquidos e pode contribuir para a prevenção.
Beber água continua sendo fundamental
Apesar da influência da alimentação, a hidratação ocupa um papel central na prevenção das pedras nos rins. Quando a pessoa consome pouca água, a urina fica mais concentrada e facilita a formação de cristais.
Por outro lado, uma ingestão adequada de líquidos ajuda a diluir as substâncias que podem formar os cálculos e aumenta o volume de urina eliminado.
A quantidade ideal de água, entretanto, varia de acordo com fatores como idade, peso, nível de atividade física, clima e condições de saúde.
Quem já teve pedra nos rins precisa de atenção redobrada
Pessoas que já apresentaram cálculos renais podem ter maior risco de desenvolver o problema novamente. Por isso, além de manter uma boa hidratação, é importante identificar qual tipo de cálculo provocou o episódio anterior.
A partir dessa informação, um médico ou nutricionista pode orientar mudanças específicas na alimentação. Afinal, nem toda pedra nos rins se forma pelos mesmos motivos e uma dieta indicada para um tipo de cálculo pode não ser necessária para outro.
Portanto, manter uma alimentação equilibrada, reduzir o excesso de sal, moderar alimentos potencialmente ricos em oxalato e proteínas e beber água regularmente são medidas que podem ajudar a reduzir o risco.
Caso surjam dor intensa nas costas ou na lateral do abdômen, sangue na urina, náuseas, vômitos ou dificuldade para urinar, é importante procurar atendimento médico para investigar a possibilidade de cálculo renal.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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