Teste em seis residências britânicas encontrou concentração maior nos estofados, mas resultado não vale para todas as casas
O sofá, onde muita gente come, descansa e recebe visitas, também merece atenção na limpeza. Um levantamento divulgado pela empresa britânica Sofa Club encontrou nos estofados analisados uma concentração média de bactérias cerca de 75 vezes maior que a registrada em um assento sanitário.
Entretanto, a comparação tem limites: a análise envolveu apenas seis sofás de residências do Reino Unido. Portanto, o resultado não permite afirmar que todo sofá seja mais contaminado que um vaso sanitário.
O que os testes encontraram?
A empresa coletou amostras de áreas de 100 centímetros quadrados e encaminhou o material ao laboratório Melbec Microbiology. Além dos sofás, a comparação incluiu notebook, controle remoto, mesa de trabalho, lixeira e maçaneta.
Nos estofados, o levantamento registrou média de 508.883 unidades formadoras de colônias de bactérias aeróbicas mesófilas por 100 centímetros quadrados. Já no assento sanitário analisado, o resultado foi de 6.800.
Assim, a diferença chamou atenção para a limpeza dos móveis. Porém, a contagem não equivale, por si só, a uma medida de risco de adoecer. O levantamento também não estabelece qual é o objeto mais contaminado de todas as residências.
Como cuidar da limpeza do sofá
O primeiro passo é conferir as instruções do fabricante. Como tecidos e revestimentos exigem cuidados diferentes, um produto adequado para uma superfície pode não servir para outra.
Para superfícies têxteis, a orientação é utilizar produtos apropriados ao material. Além disso, capas laváveis devem seguir as recomendações de lavagem e secar completamente antes de voltar ao uso.
Na maioria das situações domésticas, a limpeza regular costuma ser suficiente. Já a desinfecção pode ser necessária quando há pessoas doentes ou com maior vulnerabilidade a infecções na residência.
Controle remoto e teclado também precisam de cuidado
Objetos de uso frequente também merecem atenção. Entretanto, não é adequado aplicar álcool em gel indiscriminadamente em teclados, controles e outros eletrônicos: a limpeza deve seguir as recomendações do fabricante.
Além disso, manter as mãos limpas ajuda a reduzir a circulação de microrganismos pela casa. Os cuidados devem incluir produtos compatíveis com cada material, sem misturas improvisadas.
Fontes: levantamento da Sofa Club, com testes da Melbec Microbiology, e orientações de limpeza doméstica dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC).
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