Número 15100 continua na urna, e grupo orienta eleitores a manterem o voto enquanto partido define substituto
A morte de Amilton Filho (MDB) trouxe uma dúvida para os eleitores que pretendiam votar no deputado nas eleições deste ano: o que acontece com o número 15100 depois da morte do candidato?
Pelas regras da Justiça Eleitoral, o partido pode substituir um candidato que morreu durante o processo eleitoral. Nesse caso, após a Justiça Eleitoral registrar oficialmente a troca, os votos destinados ao número 15100 passam para o novo candidato.
Diante desse cenário, o grupo político de Amilton orienta os eleitores que pretendiam votar no deputado a manterem o número 15100. Os aliados resumem a orientação na frase: “votar em Amilton é votar no projeto”.
Segundo o grupo, a escolha pelo número representa a continuidade da candidatura e do projeto político defendido durante a campanha.
Voto no 15100 seguirá a candidatura
A legislação eleitoral estabelece como a Justiça Eleitoral deve tratar os votos quando um candidato morre e o partido apresenta um substituto.
Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) prevê que, quando a substituição ocorre depois da preparação das urnas, o candidato escolhido pelo partido utiliza o mesmo nome, número e fotografia do candidato substituído.
Por isso, o eleitor não deve considerar perdido o voto destinado ao 15100. Depois que a Justiça Eleitoral confirmar a substituição, o sistema direcionará os votos para o novo candidato.
Assim, quem já pretendia votar em Amilton poderá continuar digitando o número 15100.
Partido ainda precisa escolher substituto
Agora, o MDB precisa definir quem ocupará a candidatura deixada por Amilton. Depois da escolha, o partido deverá apresentar o nome à Justiça Eleitoral para concluir o processo de substituição.
Enquanto isso, o número 15100 continua aparecendo na urna eletrônica. Isso acontece porque a Justiça Eleitoral já concluiu a preparação do equipamento para a votação.
Nesse caso, o eleitor poderá encontrar a identificação de Amilton na tela. No entanto, essa situação não significa que o voto perderá a validade.
A legislação prevê justamente esse procedimento para as substituições realizadas depois da preparação das urnas.
Entenda o que acontece com o voto
Na prática, o eleitor que pretendia votar em Amilton não precisa escolher outro número por causa da morte do deputado.
Primeiramente, o partido define o substituto. Em seguida, a Justiça Eleitoral analisa e registra oficialmente a mudança. A partir daí, os votos registrados no número 15100 passam a contar para o candidato que assumiu a candidatura.
Portanto, a principal questão agora não envolve o número da urna, mas a definição de quem ocupará oficialmente a candidatura.
A orientação de que “votar em Amilton é votar no projeto” parte do grupo político e representa a estratégia dos aliados para manter a candidatura após a morte do deputado.
Por fim, a Justiça Eleitoral ainda precisa concluir o processo de substituição para que o novo candidato assuma formalmente a disputa.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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