Mulher denuncia pai após 17 anos de abusos em Goiás

15/09/2026

Fachada da Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), em Goiás.

Suspeito de 48 anos foi preso preventivamente; Polícia Civil também investiga a paternidade de quatro crianças que viviam na mesma casa

Uma mulher de 29 anos relatou à Polícia Civil ter sofrido abusos sexuais praticados pelo próprio pai durante 17 anos, em Goiás. Segundo a investigação, a violência teria começado quando ela tinha apenas 12 anos e continuado até a vida adulta.

O suspeito, de 48 anos, acabou preso preventivamente na sexta-feira (11). No entanto, a vítima só conseguiu revelar o que acontecia depois que o pai ficou preso anteriormente por outro crime.

De acordo com a Polícia Civil, o medo ajudaria a explicar tantos anos de silêncio. A mulher relatou que recebia ameaças de morte caso procurasse ajuda ou denunciasse os abusos.

Prisão anterior teria permitido primeiro relato

Durante o período em que o investigado estava detido por outro caso, a mulher contou a familiares sobre os abusos que sofria desde a adolescência.

Depois que o homem deixou a prisão, porém, a situação teria voltado a se agravar. Conforme a investigação, ele obrigou a filha a morar novamente com ele e teria usado ameaças para manter o controle sobre a vítima.

Ainda segundo a polícia, o suspeito ameaçou tirar dela uma criança que, conforme o relato da mulher, nasceu em decorrência dos abusos.

Posteriormente, os dois passaram a viver no mesmo imóvel com quatro crianças, atualmente com idades entre 1 e 11 anos.

Polícia apura paternidade de quatro crianças

Agora, outra parte da investigação busca esclarecer se o homem também é o pai biológico das quatro crianças que moravam na residência.

Para esclarecer a suspeita, a polícia coletou amostras das crianças e solicitou exames de DNA. Já o investigado não forneceu voluntariamente material biológico.

Diante disso, os investigadores recolheram objetos pessoais do suspeito para tentar obter material genético. Em seguida, a perícia deverá comparar as amostras para verificar a existência de vínculo biológico.

Até o momento, portanto, a polícia não confirmou a paternidade das crianças.

Mulher e crianças receberam acolhimento

Após a prisão preventiva do homem, a vítima e as quatro crianças deixaram a situação em que viviam e receberam acolhimento.

Por outro lado, o suspeito negou as acusações. Segundo a Polícia Civil, ele também optou por não prestar declarações sobre o caso e informou que se manifestaria perante a Justiça.

A investigação continua para esclarecer todas as circunstâncias e reunir elementos sobre os crimes denunciados.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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