O governo federal estuda lançar uma nova versão do programa de renegociação de dívidas para ajudar brasileiros inadimplentes. A proposta, inspirada no Desenrola, prevê condições mais vantajosas, como descontos elevados e juros reduzidos.
Novo programa deve ampliar renegociação de dívidas
Segundo informações divulgadas pela imprensa, o governo pretende oferecer descontos que podem chegar a 90% sobre o valor das dívidas. Além disso, a nova versão do programa deve aplicar juros de até 1,99% ao mês, bem abaixo das taxas praticadas no mercado.
Para discutir a proposta, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, se reuniu com representantes do setor financeiro em São Paulo. Dessa forma, o governo busca viabilizar a participação dos bancos no programa.
Endividamento das famílias atinge nível recorde
Ao mesmo tempo, dados recentes mostram a dimensão do problema. Em março, o percentual de famílias endividadas chegou a 80,4%, segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo.
Esse número representa o maior nível da série histórica. Além disso, o índice supera o registrado no mesmo período do ano anterior, quando marcou 77,1%.
Juros menores devem atrair adesão
O programa deve incluir dívidas de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal não consignado. Nesse contexto, as novas condições oferecem juros bem inferiores aos atuais.
De acordo com o Banco Central do Brasil, o crédito pessoal não consignado apresentou taxa média de 6,8% ao mês no fim de março. Portanto, a nova proposta pode reduzir significativamente o custo da renegociação.
Público-alvo e adesão
A iniciativa deve atender pessoas com renda de até cinco salários mínimos. Além disso, o modelo prevê negociação direta entre o consumidor e a instituição financeira.
Dessa forma, cada banco poderá apresentar condições específicas dentro das diretrizes do programa.
Saque do FGTS entra em estudo
Outro ponto em análise envolve a possibilidade de saque do FGTS. O governo avalia permitir a retirada de até 20% do saldo para quitação de dívidas.
Ainda assim, a proposta segue em discussão e não foi oficialmente confirmada. Portanto, o governo deve definir os detalhes finais antes do lançamento da nova versão do programa.
Fonte: Redação
Leia também: Governo vai liberar o FGTS de quem recebe até R$ 8.105,00



