Seis lugares de Anápolis guardam histórias surpreendentes

13/10/2026

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Praça que já foi cemitério, estação usada pelo Exército e passagem de JK revelam curiosidades sobre a cidade

Uma praça que já recebeu sepultamentos e uma estação ferroviária que abrigou militares fazem parte da paisagem de Anápolis. Entretanto, quem passa por esses lugares nem sempre conhece as funções que tiveram ao longo do tempo.

Além disso, construções tradicionais do município guardam episódios ligados à criação de Brasília. Confira seis locais que ajudam a contar a história da cidade.

Praça Americano do Brasil já foi cemitério

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O terreno da Praça Americano do Brasil, no Centro, abrigou o segundo cemitério de Anápolis. Segundo o inventário turístico estadual, o município desativou o local em 1926.

Posteriormente, a área recebeu um horto florestal. Enquanto isso, o terreno vizinho passou a integrar o projeto da principal estação ferroviária do município.

Assim, o antigo espaço de sepultamentos ganhou outra função durante a expansão urbana de Anápolis.

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Estação Ferroviária recebeu o Tiro de Guerra

A Estação Ferroviária Prefeito José Fernandes Valente abriu em 7 de setembro de 1935, conforme a publicação municipal sobre seus 90 anos. Com a chegada dos trilhos, Anápolis ampliou o transporte de passageiros e mercadorias.

Entretanto, o prédio ganhou uma nova função após a retirada dos trilhos, em 1976. Entre 1978 e 1985, o Tiro de Guerra do Exército Brasileiro ocupou a estação.

Mais tarde, em 1991, o município tombou a construção como patrimônio histórico. Além da memória ferroviária, o espaço passou a receber atividades culturais e exposições.

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Museu Histórico ocupa casarão do século XIX

O prédio do Museu Histórico Alderico Borges de Carvalho surgiu por volta de 1892 e pertenceu a José da Silva Batista, o Coronel Zeca Batista. Ele foi o primeiro intendente da Vila de Sant’Anna das Antas.

Além dos 14 cômodos, o casarão conserva paredes de adobe, estruturas de madeira e telhas de barro. Antes de receber o museu, porém, o imóvel teve diferentes usos.

O espaço funcionou como residência, estabelecimento comercial, casa paroquial, colégio e moradia de religiosos. Posteriormente, em julho de 1975, passou a abrigar o Museu Histórico.

A doação definitiva ao município ocorreu em 1985. Já em 1991, a construção recebeu o tombamento municipal.

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Mercado Municipal abasteceu trabalhadores de Brasília

O Mercado Municipal Carlos de Pina abriu em 25 de dezembro de 1951. Com arquitetura Art Déco, o edifício liga as ruas 14 de Julho e General Joaquim Inácio.

Além do comércio local, o mercado participou do abastecimento durante a construção de Brasília. Segundo relato do comerciante Marcos Lemos Piantino, publicado pela Prefeitura em 2022, caminhões saíam do estabelecimento com alimentos e mercadorias para os trabalhadores da futura capital.

Posteriormente, em 1984, o município tombou o prédio como patrimônio histórico.

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Praça Bom Jesus teve outros nomes e recebeu a Prefeitura

A Praça Bom Jesus já teve os nomes Largo Novo, Largo do Bom Jesus e Praça da Bandeira. Entretanto, sua trajetória também inclui mudanças na administração da cidade.

A construção do edifício histórico da praça começou em 7 de agosto de 1938. Durante décadas, o imóvel abrigou a Prefeitura e o Fórum.

Com a inauguração do novo Paço Municipal, em 1973, a administração deixou o endereço. Já o Fórum permaneceu no prédio até 1993.

Além disso, a praça reúne a Fonte Luminosa e o monumento dedicado a Gomes de Souza Ramos, personagem ligado à formação de Anápolis.

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Casa JK guarda episódio da criação de Brasília

Em 18 de abril de 1956, condições meteorológicas impediram Juscelino Kubitschek de pousar em Goiânia. Por isso, o avião presidencial aterrissou em Anápolis.

Durante a passagem pela cidade, JK assinou uma mensagem ao Congresso relacionada à transferência da capital federal e à criação da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil, a Novacap.

O episódio ocorreu em um imóvel que também teve funções de hospedagem de tripulantes, residência, restaurante e escritório. Posteriormente, a construção ganhou o nome Casa JK.

Por fim, em 2001, o município tombou o imóvel como patrimônio histórico, reconhecendo sua ligação com os acontecimentos que antecederam a construção de Brasília.

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