Preço da cesta básica em Anápolis supera quase todas as capitais

15/09/2026

Cestas básicas com arroz, feijão, óleo e outros alimentos de consumo diário.

Valor registrado em agosto ficaria atrás apenas de São Paulo em comparação com os preços das 27 capitais brasileiras

Comprar os principais alimentos do mês continua pesando no orçamento das famílias de Anápolis. Em agosto de 2026, a cesta básica na cidade chegou a R$ 855,67, segundo levantamento do Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas (NEPE) da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em parceria com o Centro de Estudos sobre Trabalho, Território e Desenvolvimento (CeTTeD).

Embora Anápolis não faça parte oficialmente da pesquisa nacional do Dieese, a comparação chama atenção. Caso entrasse no levantamento das 27 capitais, a cidade teria a segunda cesta básica mais cara, atrás apenas de São Paulo, onde o conjunto de alimentos custou R$ 900,59.

Anápolis supera Goiânia e Brasília

O preço registrado em Anápolis também ficou acima de capitais conhecidas pelo custo de vida elevado. Em Cuiabá, por exemplo, a cesta chegou a R$ 851,57. Já no Rio de Janeiro, o valor ficou em R$ 851,19, enquanto Florianópolis registrou R$ 850,90.

A diferença aumenta quando a comparação envolve cidades mais próximas. Em Goiânia, o custo ficou em R$ 772,90. Enquanto isso, Brasília registrou R$ 734,35.

No entanto, o município não ocupa oficialmente a segunda colocação no ranking nacional. A posição resulta apenas da comparação entre o levantamento local e os dados das capitais pesquisadas pelo Dieese.

Cesta ficou mais barata, mas posição piorou

Apesar da posição no comparativo, a cesta básica não ficou mais cara em Anápolis entre julho e agosto. Pelo contrário, o levantamento apontou queda de 2,33%.

Ainda assim, outras cidades registraram reduções maiores. O Dieese identificou queda nos preços em 25 das 27 capitais durante agosto. Dessa forma, Anápolis passou da terceira para a segunda posição nessa comparação.

Por outro lado, alguns produtos seguiram pressionando o orçamento local. O café em pó, por exemplo, apresentou aumento de 5,64% no mês.

Compra compromete mais da metade da renda

O levantamento também mostra o impacto dos alimentos no bolso de quem recebe um salário mínimo. Em agosto, uma única cesta básica consumiu o equivalente a 57,07% da renda líquida desse trabalhador.

Além disso, seriam necessárias aproximadamente 116 horas de trabalho para pagar pelos produtos. Na prática, isso representa cerca de 16 dias úteis destinados apenas à compra dos alimentos considerados na cesta.

Por fim, a comparação anual também mostra avanço nos preços. Em relação a agosto de 2025, o custo da cesta básica em Anápolis acumulou alta de 6,52%.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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