Aproveite Goiás ao máximo

Corretora de Anápolis é investigada por suspeita de golpes, veja

Uma corretora de Anápolis é investigada pela Polícia Civil de Goiás após clientes denunciarem possíveis irregularidades na venda

Adicione como fonte preferencial no Google
Montagem com mensagem de suposta contemplação de consórcio em nome de Maria de Fátima Pires da Silva e capturas de uma conversa por aplicativo sobre valores de investimento.

Uma das vítimas, que mora em Portugal, relata ter transferido mais de R$ 100 mil para pagar parcelas de consórcios imobiliários. Defesa da investigada nega crime e afirma que clientes estão recebendo ressarcimentos.

Uma corretora de Anápolis é investigada pela Polícia Civil de Goiás após clientes denunciarem possíveis irregularidades na venda e na administração de consórcios imobiliários. Segundo os relatos, oito pessoas teriam sofrido prejuízos depois de transferir dinheiro para o pagamento de parcelas que não chegaram às administradoras.

O caso veio à tona após a empreendedora Maria de Fátima Pires da Silva, de 58 anos, registrar uma ocorrência na delegacia de Indiara. Embora seja natural de Goiás, ela vive em Portugal há 27 anos e conheceu a corretora Julliana de Freitas Pinheiro pelas redes sociais, em 2024.

De acordo com a denúncia, a profissional apresentava os consórcios como uma oportunidade de investimento. Além disso, dizia que os clientes poderiam vender as cartas posteriormente e obter rendimentos.

A defesa de Julliana nega a prática de crimes. Segundo o advogado Marcus Vinicius Holanda Serra, o caso envolve um desacerto comercial, e os clientes estão recebendo ressarcimentos.

FAÇA PARTE DO NOSSO CANAL NO WHATSAPP

Vítima transferiu mais de R$ 100 mil para corretora

Maria de Fátima relatou que contratou quatro consórcios imobiliários em seu nome. As cartas tinham valores de R$ 3 milhões, R$ 1 milhão e duas de R$ 250 mil.

Inicialmente, a empreendedora acreditava que a corretora estava pagando as parcelas normalmente. Como tinha dificuldade para realizar operações pela internet, ela transferia mensalmente o dinheiro para Julliana, que ficaria responsável por repassar os valores às administradoras.

Entretanto, segundo a denúncia, apenas as primeiras parcelas chegaram às empresas. Posteriormente, as administradoras cancelaram os contratos por falta de pagamento.

Ao todo, Maria de Fátima e três familiares transferiram R$ 109,7 mil à corretora. Desse montante, as administradoras devolveram R$ 23.802, reduzindo o prejuízo informado pelo grupo para R$ 86.292.

Além disso, outras pessoas que entraram no negócio por indicação da empreendedora relataram perdas que somam R$ 53,8 mil.

Segundo Maria de Fátima, ela indicou os consórcios a parentes e amigos porque confiava na profissional. No entanto, apenas uma das pessoas envolvidas conseguiu recuperar integralmente o dinheiro desembolsado.

Corretora teria enviado comprovante falso de contemplação

Outro ponto da investigação envolve uma suposta contemplação de R$ 1 milhão.

Em 2025, Julliana informou à empreendedora que uma das cartas havia sido contemplada. Entretanto, segundo Maria de Fátima, a corretora a convenceu a não retirar o dinheiro, alegando que o valor poderia permanecer aplicado durante seis meses para gerar rendimentos.

A promessa era de que a cliente receberia o dinheiro em janeiro de 2026. Contudo, o pagamento não aconteceu.

Diante da demora e da falta de documentos, Maria de Fátima e sua filha, Gabrielly Santos Silva, começaram a gravar conversas com a corretora.

Em uma ligação realizada em fevereiro, Julliana admitiu que a contemplação não havia ocorrido. Na mesma conversa, ao receber questionamentos sobre os documentos enviados anteriormente, a corretora confirmou que eram falsos, conforme a gravação divulgada pelo g1.

Ainda em fevereiro, Maria de Fátima procurou a Polícia Civil e registrou a ocorrência que deu origem à investigação.

Administradora afirma que não recebeu valores pagos à investigada

O caso também levantou questionamentos sobre a participação das administradoras dos consórcios.

Em nota, o Consórcio Servopa afirmou que Julliana nunca integrou sua rede de parceiros autorizados para comercializar cotas. Segundo a empresa, a venda de duas cotas de Maria de Fátima ocorreu por intermédio de uma empresa ligada a Sônia de Freitas Borges.

A administradora informou ainda que firmou um acordo com a cliente e devolveu integralmente os valores que recebeu diretamente dela.

Entretanto, a empresa ressaltou que não recebeu os pagamentos feitos diretamente a Julliana ou a terceiros. Por isso, afirmou que esses recursos não ficaram sob sua administração.

Já a HS Consórcio, outra administradora mencionada no caso, não havia respondido aos questionamentos da reportagem original até a última atualização.

Defesa nega golpe e afirma que vítimas estão sendo ressarcidas

Procurada pelo g1, Julliana informou que se manifestaria por meio de seu advogado.

Em nota, Marcus Vinicius Holanda Serra negou que a cliente tenha cometido crimes. Segundo ele, a situação decorre de um desacerto comercial e de problemas pessoais enfrentados pela investigada.

Além disso, a defesa afirmou que Julliana está em situação de vulnerabilidade emocional e recebe apoio da família para solucionar as pendências financeiras.

O advogado também declarou que os clientes estão sendo ressarcidos e que pagamentos já realizados comprovariam esse processo.

Apesar dessa manifestação, Maria de Fátima afirma que ainda não recuperou todo o dinheiro. A Polícia Civil segue responsável por apurar as denúncias e esclarecer as circunstâncias das transações.

Continue bem informado

Goiás em todas as suas possibilidades