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Alimentos que pioram a pressão e você precisa evitar

A hipertensão arterial afeta cerca de 30% da população brasileira e, em muitos casos, evolui sem sintomas perceptíveis.

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Excesso de sódio, alimentos ultraprocessados e produtos industrializados podem dificultar o controle da pressão arterial; dieta equilibrada ajuda a reduzir os riscos

A hipertensão arterial afeta cerca de 30% da população brasileira e, em muitos casos, evolui sem sintomas perceptíveis. Por isso, além de medir a pressão regularmente, manter uma alimentação equilibrada pode fazer diferença na prevenção de complicações cardiovasculares.

O excesso de sal, principalmente, merece atenção. O sódio faz o organismo reter líquido, aumenta o volume de sangue circulando pelos vasos e, consequentemente, pode elevar a pressão arterial. Com o passar do tempo, esse esforço adicional sobre o sistema cardiovascular pode aumentar o risco de problemas como infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Alimentação tem papel importante no controle da pressão

De acordo com a cardiologista Tamara Ribeiro, do AmorSaúde, os hábitos alimentares influenciam diretamente o controle da hipertensão.

Uma dieta com excesso de sódio e gorduras pode contribuir para a elevação da pressão. Além disso, o consumo frequente de produtos ultraprocessados costuma vir acompanhado de outros fatores que prejudicam a qualidade da alimentação, como excesso de açúcar e baixo consumo de fibras.

Por isso, especialistas recomendam atenção não apenas ao saleiro, mas também aos alimentos industrializados que fazem parte da rotina.

Veja quais alimentos merecem atenção

Alguns produtos concentram quantidades significativas de sódio e, quando consumidos com frequência, podem dificultar o controle da pressão arterial.

Entre eles estão:

  • Embutidos: salsicha, presunto, salame e produtos semelhantes;
  • Enlatados e conservas: incluindo vegetais e pescados processados;
  • Macarrão instantâneo: costuma apresentar alto teor de sódio;
  • Molhos prontos: como ketchup e shoyu;
  • Fast food: hambúrgueres, lanches e outros alimentos ultraprocessados;
  • Salgadinhos e biscoitos recheados;
  • Queijos processados;
  • Pães industrializados;
  • Cereais matinais com excesso de açúcar e sódio;
  • Alimentos congelados prontos para consumo;
  • Bebidas industrializadas.

No entanto, isso não significa que a pessoa precise eliminar todos esses alimentos da dieta de forma indiscriminada. A frequência e a quantidade consumida também influenciam a qualidade da alimentação.

Dieta DASH prioriza frutas, verduras e grãos integrais

Em contrapartida, alguns padrões alimentares podem ajudar quem precisa controlar a pressão. Um dos mais conhecidos é a dieta DASH, desenvolvida especificamente para auxiliar na prevenção e no controle da hipertensão.

O modelo valoriza frutas, verduras, legumes, grãos integrais, proteínas magras e outros alimentos ricos em nutrientes. Além disso, reduz o espaço ocupado por alimentos com grandes quantidades de sódio, açúcares e gorduras saturadas.

A presença de nutrientes como potássio e fibras também contribui para uma alimentação mais equilibrada. Entretanto, mudanças na dieta devem considerar as necessidades e as condições de saúde de cada pessoa.

Não é só a alimentação que influencia a pressão

A alimentação representa apenas uma parte dos cuidados necessários para manter a pressão arterial sob controle.

A prática regular de atividade física, por exemplo, contribui para a saúde do coração e dos vasos sanguíneos. Da mesma forma, reduzir o consumo de álcool, controlar o estresse e manter uma rotina adequada de sono fazem parte de um estilo de vida mais saudável.

Além disso, como a hipertensão frequentemente não apresenta sintomas, medir a pressão regularmente continua sendo uma das principais formas de identificar alterações.

Pressão alta exige acompanhamento

Tontura, dor de cabeça e outros sintomas podem aparecer em algumas situações, mas a ausência deles não significa que a pressão esteja normal.

Por isso, alterações persistentes nos níveis da pressão arterial exigem avaliação de um profissional de saúde. O acompanhamento também permite identificar fatores de risco e definir, quando necessário, mudanças na alimentação, no estilo de vida ou o uso de medicamentos.

Quem já recebeu diagnóstico de hipertensão não deve interromper ou modificar o tratamento por conta própria.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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