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Doença sexual bate recorde em Goiás; homens são maioria

Goiás registrou mais de 12 mil notificações de sífilis adquirida em 2025 e atingiu o maior número anual desde o início da série histórica disponível, em 2010. Os…

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Preservativos coloridos espalhados sobre um fundo branco, representando prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis.

Goiás registrou mais de 12 mil notificações de sífilis adquirida em 2025 e atingiu o maior número anual desde o início da série histórica disponível, em 2010. Os dados da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) mostram ainda que homens e jovens adultos concentram a maioria dos registros.

Ao todo, o estado contabilizou 12.012 notificações durante o ano, o equivalente a quase 33 registros por dia. Em comparação com 2024, quando ocorreram 10.070 notificações, o crescimento chegou a 19,3%.

Além disso, os números mostram uma diferença significativa entre homens e mulheres. Pessoas do sexo masculino representaram 62,3% das notificações. Já entre as faixas etárias, jovens de 20 a 29 anos aparecem na liderança.

Casos aumentaram quase 20% em um ano

Os registros voltaram a crescer depois de uma pequena redução entre 2023 e 2024. Em 2023, Goiás contabilizou 10.296 notificações. No ano seguinte, esse número caiu para 10.070.

Entretanto, a tendência mudou em 2025. O estado registrou 12.012 ocorrências, ou seja, 1.942 notificações a mais em apenas um ano.

Quando a comparação considera um período maior, o crescimento chama ainda mais atenção. Em 2020, Goiás havia registrado 4.445 casos. Portanto, o número contabilizado em 2025 ficou cerca de 170% acima daquele observado cinco anos antes.

Homens representam seis em cada dez registros

Entre os 12.012 registros de 2025, 7.485 ocorreram entre homens. Dessa forma, o grupo respondeu por 62,3% de todas as notificações no estado.

Entre as mulheres, por outro lado, a SES-GO contabilizou 4.482 registros. Em outros 45 casos, o sistema não informou o sexo do paciente.

Assim, aproximadamente seis em cada dez notificações de sífilis adquirida em Goiás envolveram homens.

Jovens de 20 a 29 anos lideram notificações

A idade dos pacientes também chama atenção nos dados. Pessoas entre 20 e 29 anos somaram 4.544 notificações, o equivalente a 37,8% do total registrado em 2025.

Logo depois aparecem os adultos de 30 a 39 anos, com 2.953 registros. Enquanto isso, a faixa entre 40 e 49 anos contabilizou 1.725 notificações.

Portanto, somente os jovens de 20 a 29 anos representam mais de um terço de todos os registros da doença no estado.

O que é a sífilis?

A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) provocada pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre principalmente durante relações sexuais sem preservativo com uma pessoa infectada.

A doença tem tratamento e cura. No entanto, quando o paciente não recebe o tratamento adequado, a infecção pode avançar e atingir diferentes partes do organismo.

Em casos mais graves, por exemplo, a doença pode comprometer o sistema nervoso, coração, vasos sanguíneos, olhos e cérebro.

Notificações não significam necessariamente novas infecções

Apesar do recorde, os números exigem uma observação importante. As 12.012 ocorrências representam notificações registradas pelos serviços de saúde, e não necessariamente pessoas que contraíram a doença durante 2025.

Isso acontece porque o sistema contabiliza os casos identificados e notificados naquele período. Portanto, uma infecção adquirida anteriormente também pode aparecer nos dados de determinado ano caso o diagnóstico tenha ocorrido naquele momento.

Ainda assim, a evolução dos registros mostra um crescimento expressivo das notificações em Goiás nos últimos anos.

Dados de 2026 ainda são parciais

A Secretaria de Estado da Saúde já possui notificações referentes a 2026. Entretanto, como o ano ainda está em andamento, os números permanecem parciais.

Por esse motivo, ainda não é possível comparar diretamente os registros atuais com o total de 2025.

Os dados consolidados de 2025, por sua vez, colocam o período como o de maior número de notificações de sífilis adquirida em Goiás desde 2010.

Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás    

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