Veja a diferença entre dor no peito de ansiedade e infarto
A dor no peito gera medo e levanta dúvidas em muitas pessoas. Afinal, o desconforto pode indicar ansiedade ou um problema cardíaco
Sintomas podem ser parecidos, mas algumas características ajudam a identificar situações que exigem atendimento médico imediato
Sentir dor no peito costuma provocar preocupação, principalmente porque o sintoma pode estar relacionado a problemas no coração. Entretanto, crises de ansiedade também podem causar desconforto intenso na região e provocar sinais físicos que assustam.
Durante uma crise de ansiedade ou um ataque de pânico, por exemplo, a pessoa pode apresentar aperto no peito, palpitações, tontura, mãos frias, falta de ar e sensação de medo intenso. Por causa da intensidade dos sintomas, não é raro que o paciente procure atendimento acreditando que está sofrendo um infarto.
Apesar disso, não é possível determinar a causa da dor apenas pelos sintomas. Por isso, diante de um quadro novo ou intenso, a avaliação médica deve ser priorizada.
Como costuma ser a dor relacionada ao coração
A dor provocada por problemas cardíacos geralmente aparece como uma pressão, aperto ou peso no peito. Em muitos casos, o desconforto se concentra no centro do tórax e pode se espalhar para outras regiões.
A dor pode irradiar para o braço, principalmente o esquerdo, além das costas, pescoço ou mandíbula. Além disso, frequentemente surge ou piora durante atividades físicas ou outros momentos de esforço.
Ao mesmo tempo, alguns sinais podem acompanhar o quadro, como falta de ar, suor frio, náusea, tontura e sensação intensa de mal-estar.
No entanto, os sintomas não seguem um único padrão. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes, por exemplo, podem apresentar manifestações diferentes das consideradas clássicas. Dessa forma, a ausência de uma dor intensa no peito não descarta necessariamente um problema cardíaco.
Ansiedade também pode provocar sintomas físicos
Por outro lado, a ansiedade pode provocar alterações físicas importantes. Durante uma crise, o organismo libera hormônios relacionados à resposta ao estresse, o que pode acelerar os batimentos cardíacos e alterar a respiração.
Nesse contexto, a dor no peito pode aparecer como pontada, pressão ou fisgada. Além disso, o desconforto pode mudar de localização e, em alguns casos, ficar mais evidente durante a respiração profunda.
A pessoa também pode apresentar respiração acelerada, palpitações, tremores, formigamento nas mãos ou ao redor da boca, tontura e sensação repentina de medo.
Frequentemente, esses sintomas aparecem mesmo quando a pessoa está em repouso. Ainda assim, isso não significa que a causa seja necessariamente ansiedade.
Sintomas parecidos não permitem diagnóstico
Embora existam características que podem ajudar os profissionais de saúde durante a avaliação, os sintomas de uma crise de ansiedade e de um problema cardíaco podem se sobrepor.
Por isso, tentar diferenciar as duas situações apenas observando a dor em casa pode ser arriscado. Afinal, um problema cardíaco também pode apresentar manifestações diferentes das mais conhecidas.
Diante disso, exames médicos são fundamentais para identificar a origem do desconforto e descartar condições que exigem tratamento imediato.
Exames ajudam a investigar a causa da dor
Quando uma pessoa chega ao serviço de saúde com dor no peito, a equipe avalia os sintomas, o histórico clínico e os sinais apresentados naquele momento.
Além disso, exames como o eletrocardiograma podem ajudar na investigação de alterações cardíacas. Dependendo da situação, o médico também pode solicitar outros exames para complementar a avaliação.
Medir a pressão arterial ou os batimentos em casa, por sua vez, não é suficiente para determinar a causa da dor. Tanto a ansiedade quanto problemas cardíacos podem provocar alterações nesses parâmetros.
Assim, quando existe suspeita de uma condição cardíaca, somente uma avaliação profissional consegue determinar a conduta adequada.
Quando a dor no peito exige atendimento imediato?
Algumas características tornam a situação especialmente preocupante e exigem atendimento de emergência. Entre elas estão:
- Dor ou pressão intensa no peito;
- Desconforto que se espalha para braço, mandíbula, costas ou pescoço;
- Falta de ar;
- Suor frio;
- Desmaio ou sensação de desmaio;
- Náusea acompanhada de dor no peito;
- Dor que aparece ou piora durante esforço físico;
- Mal-estar intenso ou repentino.
Nessas situações, a pessoa não deve esperar os sintomas desaparecerem por conta própria. Procurar atendimento rapidamente pode fazer diferença, principalmente quando existe possibilidade de um problema cardíaco.
O que fazer quando os exames descartam um problema cardíaco?
Quando a avaliação médica descarta uma doença cardíaca e identifica a ansiedade como causa dos sintomas, o tratamento passa a considerar a saúde mental e os fatores que desencadeiam as crises.
A psicoterapia, por exemplo, pode ajudar a pessoa a compreender e controlar os episódios de ansiedade. Além disso, atividade física regular, sono adequado e uma rotina equilibrada também podem contribuir para o controle dos sintomas.
Em alguns casos, o médico pode ainda indicar medicamentos, de acordo com a necessidade e as características de cada paciente.
Por fim, a principal orientação diante de uma dor no peito é evitar o autodiagnóstico. Mesmo quando a pessoa já teve crises de ansiedade anteriormente, um novo episódio com características diferentes ou intensidade incomum merece avaliação profissional.
Fonte: Janayna Carvalho – Jornalista Viva Goiás
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