Veja as 7 plantas proibidas no Brasil, você vai se surpreender
Nem todas as plantas bonitas ou populares pode ser cultivada livremente no Brasil. Algumas espécies enfrentam proibição por lei federal.
Nem toda planta bonita ou popular pode ser cultivada livremente no Brasil. Algumas espécies enfrentam proibição por lei federal. Outras, por sua vez, sofrem restrições regionais devido a impactos ambientais ou riscos à saúde.
Segundo o botânico Guilherme Ceolin, muita gente mantém essas plantas em casa sem saber que a legislação veta ou controla o cultivo. Além disso, algumas espécies ainda aparecem na arborização urbana.
De modo geral, a proibição ocorre por causa da presença de substâncias tóxicas ou princípios ativos utilizados na fabricação de drogas ilícitas. Entretanto, em outros casos, o risco envolve danos à fauna e à produção agrícola.
O que define uma planta proibida?
De acordo com Ceolin, o poder público proíbe uma planta quando ela apresenta substâncias capazes de causar danos diretos à saúde, como intoxicação por ingestão. Além disso, o governo também restringe espécies usadas na produção de entorpecentes.
Atualmente, a Portaria nº 344 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proíbe sete espécies no Brasil:
- Maconha (Cannabis sativa)
- Coca (Erythroxylum coca)
- Trombeteira (Datura suaveolens)
- Peiote (Lophophora williamsii)
- Papoula (Papaver somniferum)
- Prestonia (Prestonia amazonica)
- Sálvia-divina (Salvia divinorum)
Segundo o especialista, essas plantas apresentam alto grau de toxicidade ou fornecem princípios ativos utilizados na fabricação de drogas.
Restrições também variam conforme a região
Além das proibições federais, estados e municípios também criam regras próprias. Nesse caso, as autoridades consideram características ambientais específicas de cada local.
Por exemplo, Santa Catarina proibiu o cultivo da espatódea (Spathodea campanulata). A árvore ornamental produz néctar tóxico para abelhas nativas e, portanto, ameaça a biodiversidade.
Da mesma forma, algumas regiões controlam a falsa-murta (Murraya paniculata). Embora não exista proibição federal, a planta atrai insetos transmissores do greening, doença que prejudica plantações de citros e gera prejuízos econômicos.
Espécies ainda aparecem nas cidades
Mesmo com restrições, algumas dessas plantas continuam presentes em áreas urbanas. A trombeteira, por exemplo, surge em terrenos baldios. Já exemplares antigos de espatódea permanecem na arborização de cidades menores.
No entanto, a presença nem sempre indica plantio recente. Muitas vezes, os municípios ainda não substituíram as espécies antigas.
Ainda assim, o botânico reforça a importância de ampliar a informação e fortalecer políticas ambientais. Afinal, o desconhecimento pode gerar problemas legais e impactos ecológicos.
Conhecimento evita prejuízos
Mais do que evitar multas, conhecer as regras ajuda a proteger o meio ambiente e a saúde pública.
Segundo Ceolin, quando a população entende quais espécies enfrentam restrição, ela contribui para a preservação da fauna nativa. Além disso, reduz riscos sanitários e evita prejuízos no setor agrícola.
Em um país com vasta biodiversidade e forte produção rural, o cuidado com o cultivo faz diferença. Portanto, antes de plantar qualquer espécie, vale conferir se a legislação permite o uso.
Fonte: Redação
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