Mistério reaparece e volta a mexer com o caso Eliza Samudio
Autoridades portuguesas localizaram um passaporte antigo em nome de Eliza Silva Samudio em um apartamento alugado em Portugal
Autoridades portuguesas localizaram um passaporte antigo em nome de Eliza Silva Samudio em um apartamento alugado em Portugal no fim de 2025. Em seguida, o Consulado-Geral do Brasil em Lisboa confirmou a autenticidade do documento e comunicou o Itamaraty, que agora analisa os próximos procedimentos.
Além disso, a mãe de Eliza, Sônia Moura, confirmou a informação e afirmou que só pretende se manifestar após realizar uma análise detalhada com seus advogados.
Como o passaporte reapareceu
De acordo com informações apuradas, um homem identificado como José encontrou o passaporte entre livros dispostos em uma sala compartilhada do apartamento onde mora com outras pessoas. Logo depois, ele entregou o documento ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.
Segundo fontes oficiais, o passaporte não possui segunda via emitida, o que reforça sua autenticidade. Além disso, o documento registra entrada em Portugal em 2007, porém não indica a saída da brasileira do país europeu.
Itamaraty acompanha o caso
O Consulado-Geral informou que já comunicou o Itamaraty em Brasília e agora aguarda orientações sobre os trâmites legais relacionados ao documento. Enquanto isso, o Ministério das Relações Exteriores ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.
Ao mesmo tempo, Sônia Moura afirmou que tomou conhecimento da localização do passaporte, porém prefere aguardar avaliações técnicas antes de se posicionar publicamente.
Mistério sobre o retorno ao Brasil
Apesar da marcação de entrada em Portugal, o passaporte não mostra como Eliza retornou ao Brasil. Diante disso, uma das hipóteses indica que ela perdeu o documento e solicitou uma autorização especial para voltar ao país.
Posteriormente, três anos depois, Eliza Samudio morreu no Brasil em um dos crimes de maior repercussão nacional.
Relembre o caso Eliza Samudio
As investigações apontaram que Eliza permaneceu em cárcere privado no sítio do ex-goleiro Bruno Fernandes, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, antes do assassinato. O corpo nunca foi localizado.
Além disso, testemunhas relataram que ela e o filho ficaram no local por vários dias antes de ela seguir para outra cidade. Por isso, a Justiça condenou Bruno por homicídio, ocultação de cadáver, sequestro e cárcere privado.
O ex-jogador deixou o regime fechado em 2018 e, desde então, cumpre pena em regime semiaberto. Desde janeiro de 2023, ele está em liberdade condicional.
Fonte: Redação
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