CV transforma igreja em ponto de tráfico e usa altar para sexo

Capela-Sao-Paulo-Apostolo-na-Rua-Joao-Xavier.jpg

Uma operação integrada das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro revelou a ocupação criminosa de um templo religioso no bairro Bingen, em Petrópolis. A ação terminou com a prisão de cinco homens ligados ao Comando Vermelho, que transformaram a Capela São Paulo Apóstolo em ponto de tráfico e moradia improvisada.

Investigação

Segundo as investigações, o grupo ocupava o local de forma irregular e, além disso, impedia a realização de missas, criando um ambiente de intimidação para os moradores da região. Com isso, o espaço religioso perdeu completamente sua função original.

Ainda conforme o relatório policial, os criminosos retiraram os bancos da capela para montar dormitórios improvisados. Ao mesmo tempo, eles amontoaram imagens sacras em um cômodo secundário, evidenciando o nível de descaracterização do ambiente.

Além disso, os agentes identificaram que o presbitério — onde fica o altar — servia tanto como dormitório quanto para a prática de atos sexuais. Enquanto isso, a cozinha passou a ser utilizada para o preparo de alimentos, e outros espaços funcionavam como depósito de drogas, o que reforça o uso do local como base do tráfico.

Apreensão

Durante a ação, os policiais apreenderam 62 cápsulas de cocaína, 25 tabletes de maconha e quantias em dinheiro. Além disso, as investigações apontaram que dois dos suspeitos vieram de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e contavam com apoio de criminosos locais para atuar em Petrópolis.

Por outro lado, três dos cinco presos já possuíam antecedentes criminais, o que reforça a ligação direta do grupo com atividades ilícitas na região.

Pronunciamento

Em resposta ao caso, a Diocese de Petrópolis lamentou a violação do espaço sagrado. Além disso, a instituição destacou os impactos causados à comunidade local.

No entanto, apesar da gravidade da situação, a Diocese afirmou que manterá suas atividades religiosas e continuará prestando assistência aos fiéis.

Por fim, o caso segue em investigação, enquanto as autoridades apuram a atuação do grupo e avaliam a extensão dos danos ao patrimônio religioso.

Fonte: Redação

Leia também: El Niño pode provocar “desastre térmico” no Brasil, veja

Quer receber em primeira mão nossas principais notícias e reportagens?

Mais lidas

da semana

Fique por dentro